21 de abr de 2012

#10: Linguicinhas agridoces






Um grande desafio de ano novo: fazer um prato para a festa do 1º dia do ano que fosse:
1) pertinente com a data (tipo sushi...feijoada....)
2) relevante dentro do 'cardápio' (nada de trazer uma garrafa de vinho, uma dúzia de laranjas, restos dos dias de festa anteriores etc.) 
3) respeitasse o prato principal (tradicional bacalhau português da familia Pimate). Desafio mesmo!


A Tomenta deu a idéia: e se fossem entradas? Ninguém da muita atenção pra elas...
Assim, não teríamos MAIS sobremesas ou MAIS pratos ou MAIS acompanhamentos. Somente entradinhas que não ocupariam muito espaço.


Dando uma folheada em vários livros e revistas achamos no livro da Nigella as linguiças agridoces, entre outras opções que apresentaremos mais tarde. E mão na massa!

Gostamos:
- Muito saboroso e cheiroso!
- Combina bem com uma cervejinha... (Pimate)
- Foi o terceiro prato mais elogiado do dia, e a segunda entrada mais amada!  \o/


Não gostamos:
- Temos que trabalhar na apresentação. Não é um prato bonito.


XP Ganho:
- Usamos uma linguiça guanabara, que é gostosa... mas ficaria melhor com linguiças de qualidade melhor. Se forem artesanais, fritar um pouco pra selar.
- Deixe o caldo bem grosso porque, se não, vira um líquido melequento que vai pingar na camiseta, especialmente se for branca. 
Não deixe faltar palitinhos de madeira (tínhamos apenas uns 10 na caixinha de casa...e lá vamos nós correr atrás deste 'detalhe'.)

20 de mar de 2012

#9 - Kare (Curry japonês) com frango e legumes


É só fazer um friozinho na cidade que o karê já aparece como opção de almoço ou jantar. Com certeza, faz parte da lista das "comidas gostosas que agradam a pança" no inverno de muita gente - especialmente para quem conhece e aprecia a culinária cotidiana japonesa.
Para quem não sabe, karê (カレー, karē) é um prato de carne, legumes e curry.
O Pimate já fez karê diversas vezes. Tomenta nunca abriu uma caixinha de curry pra ver como é. Aproveitamos nossa passagem na Liberdade (que é frequente, como vocês podem notar) e compramos tudo que era preciso para experimentar.

Experiência (fizemos 2 vezes):
A receita é uma mistura de coisas que vimos na internet + a memória que o Pimate tinha da receita.
Na primeira vez, fizemos duas receitas diferentes neste mesmo dia: o karê com frango e legumes e o frango com  laranja. Ou seja, utilizamos a mesma bandeja de frango para ambas as receitas!

A segunda vez que fizemos karê foi para rechear o bao zi. Por conta do karê, a massa de bao zi fica tingida de amarelo depois. Fora que na hora de montar, o recheio é mais líquido, escorre nos dedos e meleca as panelas. Mas como somos pessoas com mão na massa, não tem problema nenhum!

Levamos os pães com karê para algumas pessoas provarem - incluindo aí alguns descendentes de japoneses. Foi aprovadíssimo!!  =D

Gostamos:
- Legumes, carne e curry, com arroz, é saudável, gostoso e esquenta a barriga... zzZzZzZZZzZZ....
- Rende um montão!

Não gostamos:
- Limpar frango é chato (mesma coisa do frango com laranja)
- Problema com comidas picantes: cada um gosta de um jeito.

XP Ganho:
+ Os legumes possuem tempo de cozimento diferente, portanto, coloque-os separadamente. Cozinhamos tanto o brócolis que ele dissolveu...  =(
+ Atenção ao grau de picância do curry! Nós levamos o GOLDEN CURRY MEDIUM HOT. A Tomenta não consegue comer coisas muito picantes, e o Pimate já comeu uma pimenta dedo-de-moça inteira.
+ Uma receita rende umas 20 conchas! É o bastante pra comer Karê a semana inteira!
+ O ponto do curry é: retire um pouco antes de atingir a consistência mais grossa. Ele engrossa depois que esfria.

25 de jan de 2012

#8 Frango com Laranja



Aí vai uma revelação para nossos leitores (ahn, para os que não nos conhecem pessoalmente, pelo menos): a Tomenta é de família chinesa e o Pimate adora essa cultura. Então não podia faltar essa culinária típica no nosso caderno de receitas. Aproveitamos também para postar no número 8 (considerado nº da sorte para os chineses) e como primeiro post do Ano do Dragão uma receita da culinária chinesa.

Um dia estávamos com muita vontade de comer frango com molho de laranja e fomos para o bairro da Liberdade (SP), almoçar em um restaurante. Comemos (muito). Estava OK. Mas não matou nossa vontade. Além disso, uma amiga nossa fez aniversário e serviu frango com laranja e a vontade de se entupir com esse prato só crescia.

Então, só tem um jeito para resolver isso. Vamos fazer! Deve ser moleza...

Experiência (fizemos 1 vez)
Ao procurar a receita, a que mais chamou nossa atenção foi esta, pois foi a única que passou no nosso processo seletivo: moça oriental, profissional, com tamanha didática que seria capaz de ensinar física nuclear para macacos retardados. Ela é boa.

Pra começar, aprendemos a limpar frango, que não é uma tarefa tão óbvia quanto nossas mães cozinheiras nos fazem acreditar. Tirar as gorduras, as pontas ruins, tirar os ossos, separar os filés e cortar em tiras. Comprar os filés prontos adianta bem o trabalho.

De todo o processo, fazer o molho de laranja é a parte mais fácil, sem segredos. A parte trabalhosa (mas não necessariamente difícil) é empanar as tiras de frango UMA POR UMA. Talvez a nossa inexperiência tenha contribuido para um processo longo e cansativo... mas com uma musiquinha no Ipod tudo fica mais fácil.

E no final, a receita ficou DELICIOSA. Modéstia o caraco: esse frango com laranja é o mais gostoso que já comemos. Nham!

Ah sim. Sugerimos arroz como acompanhamento! =)

Gostamos
- O sabor é delicioso!
- É rápido de fazer (se você souber empanar - ou se alguém fizer isso pra você...)

Não gostamos
- Limpar frango é chato.
- Empanar tiras de frango é bem chato.

XP Ganho
+ A receita original vai "chili garlic". Como não fazíamos idéia do que era isso, substituímos por Tabasco e ficou excelente!
+ Pede-se também gengibre em pó. Mas como tínhamos o gengibre inteiro aqui, ralamos ele e ficou delicioso.
+ Aliás, aí vai uma SDM* clássica: substitua os industrializados por frescos sempre que for possível!
+ Logo depois de limpar o frango e cortar em tiras, tempere-o com um pouco de alho bem amassado, sal e limão e continue a fazer outras partes da receita. Isso vai dar um sabor especial!
+ Nós gostamos de colocar a mão na massa. Mas NÃO FAÇA ISSO AO EMPANAR!! Farinha + ovo deve ser a receita básica do Super Bonder. Evite melecas: use um garfo.
+ SEMPRE adicione a maizena aos poucos, pois ela não engrossa caldo de imediato. Se não, você vai tacar um monte e transformar seu caldo numa gelatina asquerosa, passar vergonha na frente de família e amigos e entrar em depressão profunda. Estão avisados.
+ Ai ai ai, óleo faz mal, engorda, faz bagunça e mi mi mi. É verdade. Mas DEEP FRIED RULES! Não economize no óleo, se não seus frangos não ficarão tão crocantes, grudarão uns nos outros e você entrará na "depressão maizena", anteriormente destacada.
+ Aliás, esquente BEM o óleo antes de fritar, para ficar crocante de verdade. Para testar se o óleo está quente, jogue um pedacinho da massa lá dentro. Se demorar pra fritar, espere mais. Se fritar rápido, está no ponto. Se a cozinha estiver em chamas, passou do ponto.
+ Três filés de peito de frango rendem uma receita para 4 pessoas esfomeadas.

*Se você não sabe ainda o que é SDM, veja esse post.

2 de jan de 2012

#7 Hamburger

Hamburguer, hamburger. Não sei se alguém já notou mas o Pimate ama hamburgueres (vide coluna a direita). Sem falar que tinhamos ido almoçar no Butcher's Market, o que serviu de fonte de inspiração para essa experiência culinária.

Na verdade, a idéia toda surgiu quando ele achou a receita do molho especial do McDonalds via postagem no facebook: "Hoooo vamos fazer nossos próprios burguers!" pensou o rapaz entusiasmado... e começa a saga da caça aos ingredientes!

A Tomenta encontrou a receita em um site. Será que dá certo?

Experiência (fizemos 1 vez):
Nessa experiência, o que se mostrou desafiador não foi o hambúrguer em si, mas os diversos molhos que vão sobre a carne frita para dar o sabor especial. Como eles eram os momentos mais misteriosos da receita, decidimos começar por eles.

Ok. Primeiro na receita do molho especial vai algo que se chama "molho french". Ok... ONDE TEM MOLHO FRENCH PRA VENDER? Rodamos e rodamos atrás disso. Nos supermercados, procurávamos os molhos nas gôndolas, pegávamos as embalagens e líamos cada texto na esperança de encontrar algo como "molho french é, na verdade, Ketchup". Pensamento do Pimate e Tomenta depois de passarem em 2 mercados: "É... vai sem esse molho mesmo".

Mas aí a Tomenta teve uma boa idéia: "E se FIZÉSSEMOS o raio do molho?". Receita baixada da internet e mão na massa! Com alguns pontos de destaque:

• Ao ver a Tomenta trabalhando com o mixer para fazer o molho, Pimate alerta: "Segura o mixer no fundo! Não levanta senão vai espirr..." - "Que? VrrrrrrRRRRR blash blash blash blash blash!" e molho french pela cozinha toda...
• Rapidamente, o molho estava pronto. Um litro dele. E quanto vai na receita inteira de molho especial? 2 colheres de sopa. Aaahhn... droga.

O importante mesmo é que o molho especial ficou MUITO BOM. Merece o nome que tem!

Faltava apenas a receita de burguer. E para fazê-la não há muito mistério: misturar os ingredientes com a mão mesmo, numa bacia, e moldá-los no formato característico. Mexer em carne crua é bem engraçado... Legal mesmo é chamar a carne de vaca de patinho.


Gostamos:
- Mão na massa! Ahn, na carne! Ahn... no pato? Oo

- Sabor de hamburger MARAVILHOSO!

- Burguer feito em casa é menos gordurento e realmente personalizado.
- A comida perfeita para dividir com amigos


Sugestão: tenha vários complementos à mão (queijo prato, cheddar, catupiry, alface americana, cenoura ralada, tomates etc.) e pergunte para seus convidados como gostariam de comer seus sandubas. Fica todo mundo contente e não dá trabalho extra.

Não gostamos:
- Muito molho para pouco hamburger

XP Ganho:
+ A receita do molho french pede muito vinagre! Fica só o sabor dele! Pode diminuir bastante.
+ Faça menos molho french: 1/4 da receita é suficiente.
+ Já a receita do molho especial pede um pouco de cebola picada, mas sabemos que os famosos hambúrgueres do McDonalds são caprichados nesse ingrediente. Pode colocar bastante que fica muito bom!
+ No próprio burguer, pede-se um ovo POR BURGUER! Isso é um absurdo! Uns dois ovos para cada quilo de carne é mais que suficiente (via SDM).
+ A maionese também é exagerada na receita, o que deixa o hamburguer meio molenga, sem liga. Diminuir um pouco.
+ Opinião do Sakai, nosso convidado: "o hamburguer ficou muito saboroso, mas não ficou crocante". Será que dá para empanar o hamburguer para conseguir atingir o épico estado crocante-por-fora-e-macio-por-dentro?
+ No açougue, pedimos para moer o patinho duas vezes. Mas uma vez apenas pode deixar a textura do hamburguer melhor.
+ Pedir para "moer o patinho" deu todas as piadas. Sim, somos noobs. ¬.¬

A receita. Deixaremos os links das receitas aqui, mas em breve os trocaremos pelas versões 'Pimate com Tomenta'! A receita é da Renata Vanzetto, chef do restaurante Marakuthai (a ser visitado um dia por nós!)

24 de dez de 2011

FELIZ NATAL E 2012 TÁ CHEGANDO!!!



Queremos agradecer a todos que nos acompanharam, apoiaram, fizeram pedidos, deram nota e ainda experimentaram nossas bagunças culinárias! O fim do ano foi turbulento e não conseguimos postar quanto queríamos, mas 2012 promete e teremos novas receitas pro blog! (até porque, ganhamos muitos livros de receitas! Obrigado pessoal!)

Feliz Natal com MUITA comida e 2012 com MUITAS coisas deliciosas!

Pimate e Tomenta

23 de out de 2011

#6 Risoto de shitake com salmão grelhado


Da onde é essa? Risoto? É... risoto.
A Tomenta tem uma amiga no trabalho que comentou que a receita é muito fácil. Ela inclusive passou a receita por e-mail e cobrou o resultado algumas vezes. E claro, por que não adicionar um pouco de pressão? Pimate e Tomenta resolveram cozinhar para a família... de novo! (CHALLENGE ACCEPTED!! - Claro que a família agradece quando fica gostoso!)

Experiência (fizemos 1 vez):
Pra começar, misturamos a receita que a amiga da Tomenta passou com o site Panelinha com SDMs (Sagradas Dicas Maternas). Trocamos o funghi pelo shitake, ficamos em dúvida em qual vinho comprar e mudamos outras coisinhas mais. Demora para chegar na consistência e ficamos lá adicionando o caldo no arroz até ficar al dente! Enquanto um mexia o outro fazia o peixinho. E vamos combinar... que peixinho! Salmão para uma família: rende muito mais e fica fresquinho e saboroso! Adivinhem o resultado? Ficou delicioso! Mesmo! A prova: até quem não gostava de shitake disse que estava muito bom e comeu o risoto!
E ainda usamos as super facas coloridas que ganhamos de presente! \o/

Quanto ao salmão, ficou realmente uma delícia. Temperado com um pouco de limão, sal e pimenta tabasco, fritamos com um pouquinho de óleo, colocando a pele pra baixo, panela fechada. Depois que ficou corado, aumentamos o fogo e fritamos rapidamente os outros lados - o suficiente pra deixar o meio dele um pouco cru. Fica macio como manteiga e super saboroso! NHAM! (Pimate com água na boca só de lembrar...).

Gostamos:
- Fácil de fazer!
- Comer na horinha exata em que fica pronto
- Comer quando está frio (risoto é bom de qq jeito! Empatou com pão de queijo...)


Não gostamos:
- O cheiro de peixe que ficou na cozinha o dia todo... =p
- Damos as peles do salmão para os cachorros da família e eles ficaram com cheiro de peixe a semana toda... =p =p

XP Ganho:
- Um punhado de arroz para cada pessoa é a medida suficiente.
- HÁ! Aprendemos finalmente o que significa a abstrata medida "punhado".
- Deixar o fogo baixo caso o arroz comece a grudar no fundo... e não parar de mexer!
- Manteiga e cebola nunca são demais (assistam Julie & Julia)
- Shitakes: tirar os talos pois podem ser mais indigestos e durinhos (via SDM)
- Não usamos sal pois o queijo parmesão acerta o tempero no final.
- Matemática culinária: Considere que cada pessoa comerá 2 filés. Assim, se fizer peixe para 4 pessoas, precisará de 8 filés. O tamanho do filé é "3 dedos". Assim, quando comprar o peixe, vá medindo o bichinho com três de seus dedos para ver se ele será suficiente para todos - claro, desconsidere rabo e cabeça!
- Se a sua família for troglodita como a nossa, na conta final considere que você terá um convidado a mais. A maioria fica bem com um pedaço, bem feliz com dois e aquele tio Ogro pode comer cinco sem faltar pra ninguém.

E para variar, as receitas chegam depois. Vocês podem tentar a receita do Panelinha da Rita Lobo. Foi o que usamos de base!

25 de set de 2011

#5 Bao Zi


Decidimos fazer o Baozi (se fala pao-dzi), ou nikuman em japonês, ou pãozinho recheado, branco, que tem pra vender na Liberdade de tonelada.

Sabe aquelas receitas tradicionais de família que não tem medidas certas e são deliciosas? Como reproduzir algo que passa de geração em geração, sendo que cada uma delas faz de um jeito diferente?

Descobrimos um livro (em chinês!) que tinha a receita e resolvemos usá-la. Pode não seguir a tradição familiar à risca, mas como cozinhamos em um dia de almoço em família, correndo o risco da vergonha absoluta mais uma vez, aprendemos muito recebendo as SDMs (Sagradas Dicas Maternas) no percurso inteiro. E a tia da Tomenta também manda muito bem na cozinha!

E vamos lá! Fizemos nossa primeira experiência de cozinhar sem ter testado a receita antes. O Pimate cuidou da massa (tá ficando especializado) e a Tomenta do recheio. Por serem várias etapas, achamos que ia ser bem difícil. Acho que a descoberta mais incrível (para Tomenta) foi descobrir as diferenças entre os molhos shoyos - isso pode variar em qualidade mais do que vinho, acreditem. Fora a experiência de ter milhares de pessoas na cozinha usando o mesmo fogão, panela a vapor e mesa!

Gostamos:
+ Nosso primeiro prato chinês! =D
+ É uma comida leve, com um recheio que mistura carnes e vegetais. Bem saudável!
+ Parece tão difícil de fazer, mas não é.



Não gostamos:
- É realmente difícil fechá-los para ficar bonitos como a gente vê vendendo por aqui.
- Cozinhar no vapor é algo que ainda precisamos pegar a manha.


XP Ganho:
+ Pimate aprendeu chinês na escolinha e fala Baozi, mas a família da Tomenta só fala Bao. (Porque a gente é cantonês!!! [by tomenta]).
+ Molho de soja = Shoyu (japonês) = 酱油 ou Jiàngyóu (se pronuncia tchián-iou) em mandarim.
+ Ingredientes chineses são fáceis de encontrar em duas lojas, na Liberdade: Towa e Meisim (ficam aqui)
+ Existem dois tipos de shoyu: o que dá cor e o que dá sabor. O que dá sabor se chama Soy Sauce Salsa Soya (nome bobo, né?)
+ Pra fechar os pães, não polvilhe farinha na massa, na mão ou na mesa de trabalho. A massa pára de grudar na mão, mas ela também pára de grudar nela mesma, e aí não dá pra fechar (viu a nossa última foto do cartaz?)


Ahn, claro! Mantendo a tradição, a receita vem depois!
Ehehe... Pronto! Receitinha aqui!